
A cinebiografia Michael, sobre a vida de Michael Jackson, alcançou um recorde histórico nas bilheterias. Segundo o Deadline, o filme ultrapassou Bohemian Rhapsody e se tornou a maior cinebiografia musical da história.
O longa, estrelado por Jaafar Jackson, sobrinho de Michael Jackson, também se tornou o maior sucesso de bilheteria da história da Lionsgate. O feito reforça a força comercial da produção, que virou um fenômeno de público mesmo com uma recepção mais dividida entre os críticos.
Michael supera o recorde de Bohemian Rhapsody
Até então, o topo entre as cinebiografias musicais pertencia a Bohemian Rhapsody, filme sobre Freddie Mercury e o Queen lançado em 2018. A produção estrelada por Rami Malek havia arrecadado cerca de US$ 911 milhões mundialmente.
Agora, Michael superou essa marca ao chegar a US$ 911,9 milhões nas bilheterias globais, assumindo o primeiro lugar do gênero. O resultado é ainda mais simbólico porque os dois filmes têm uma ligação direta nos bastidores.
Graham King, produtor de Michael, também esteve por trás de Bohemian Rhapsody, que até agora era seu projeto de maior bilheteria mundial. Com a nova marca, King vê uma produção sua superar outra no ranking histórico.
O maior filme da história da Lionsgate
Além de se tornar a maior cinebiografia musical de todos os tempos, Michael também marcou um feito importante para a Lionsgate. O filme já é o maior sucesso de bilheteria da história do estúdio, superando franquias e lançamentos que antes ocupavam o topo da empresa.
Esse dado ajuda a dimensionar o tamanho do fenômeno. Cinebiografias musicais costumam ter bom desempenho quando envolvem artistas muito populares, mas raramente chegam a números próximos aos de grandes franquias, animações ou filmes de super-heróis.
Com Michael, a combinação entre música, nostalgia, curiosidade e força global de Michael Jackson transformou o longa em um evento cinematográfico.
Sucesso de público, mesmo com críticas divididas
O desempenho de Michael também mostra uma diferença importante entre crítica e público. A recepção crítica não foi tão calorosa quanto a bilheteria poderia sugerir, com parte das avaliações apontando uma abordagem mais convencional da história.
Ainda assim, o público respondeu de outra forma. Para muitos espectadores, o principal atrativo estava na experiência de ver a trajetória de Michael Jackson recriada no cinema, com momentos marcantes da carreira, apresentações musicais e a interpretação de Jaafar Jackson no papel principal.
Esse contraste ajuda a explicar o tamanho do fenômeno. Michael talvez não tenha sido recebido como unanimidade entre críticos, mas se tornou um evento para fãs e para o público interessado na história de um dos artistas mais populares de todos os tempos.
Por que esse recorde importa?
A marca coloca Michael em um patamar raro. Não se trata apenas de uma boa bilheteria para uma cinebiografia, mas de um resultado que transforma o filme em um dos grandes fenômenos comerciais do ano.
O sucesso também confirma que Michael Jackson continua sendo uma figura de alcance global. Décadas depois de seu auge comercial, sua música, sua imagem e sua história ainda mobilizam plateias em diferentes países.
No Brasil, o filme também teve forte desempenho, reforçando a popularidade do artista por aqui. Esse resultado internacional foi essencial para que Michael alcançasse o topo: não foi apenas um sucesso norte-americano, mas uma bilheteria construída em vários mercados ao redor do mundo.
Um fenômeno histórico
Dirigido por Antoine Fuqua e escrito por John Logan, Michael acompanha a trajetória do cantor desde sua descoberta como integrante do Jackson Five até sua busca para se tornar o maior artista do mundo.
Com o novo recorde, a cinebiografia deixa de ser apenas um sucesso comercial e passa a ocupar um lugar histórico dentro do gênero. Ao ultrapassar Bohemian Rhapsody, Michael se torna oficialmente a maior cinebiografia musical já lançada nos cinemas.
A crítica pode ter dividido opiniões, mas o público deixou sua resposta nas bilheterias.



