
Toy Story 5 pode estrear nos cinemas com um novo recorde para a franquia. A animação da Pixar está projetada para arrecadar entre US$ 145 milhões e US$ 150 milhões em seu primeiro fim de semana na América do Norte, com estimativas mais otimistas chegando a US$ 175 milhões.
Se a projeção se confirmar, o filme pode registrar a maior abertura doméstica da história de Toy Story, superando os lançamentos anteriores da saga. No mercado internacional, a expectativa também é alta, com uma estreia acima de US$ 135 milhões fora dos EUA.
Com isso, Toy Story 5 pode passar de US$ 275 milhões em bilheteria global logo nos primeiros dias, reforçando o peso da franquia para a Disney e para a Pixar.
Toy Story 5 mira recorde nos cinemas
A projeção coloca Toy Story 5 em uma posição forte antes mesmo da estreia. A franquia atravessa gerações desde o primeiro filme, lançado em 1995, e continua sendo uma das marcas mais importantes da Pixar.
O novo capítulo também chega com um apelo familiar muito claro. Woody, Buzz Lightyear, Jessie e os outros brinquedos fazem parte da memória afetiva de diferentes públicos, de crianças que descobriram a saga mais recentemente a adultos que acompanharam os primeiros filmes no cinema.
Essa combinação entre nostalgia, personagens conhecidos e uma nova história pode ser decisiva para transformar a estreia em uma das maiores do ano.
O que muda na história?
Em Toy Story 5, os brinquedos enfrentam uma ameaça diferente: a tecnologia. A trama coloca Bonnie em contato com Lilypad, um tablet que começa a disputar a atenção da menina com seus brinquedos.
A ideia conversa diretamente com um tema atual: o espaço cada vez maior das telas na infância. Em vez de apostar apenas na volta dos personagens clássicos, o filme tenta atualizar o conflito central da franquia para uma geração cercada por celulares, tablets e outros dispositivos.
Tom Hanks retorna como Woody, enquanto Tim Allen volta a dar voz a Buzz Lightyear. A história também dá destaque a Jessie, novamente dublada por Joan Cusack, em uma jornada ligada à sensação de perda de espaço dos brinquedos.
Por que essa estreia importa para a Pixar?
Uma abertura acima de US$ 150 milhões na América do Norte seria um sinal importante para a Pixar. Nos últimos anos, o estúdio alternou grandes resultados com fases mais instáveis, especialmente depois das mudanças no consumo de animações durante e após a pandemia.
Por isso, o desempenho de Toy Story 5 pode funcionar como um termômetro para a força da marca nos cinemas. Também reforça a estratégia da Disney de apostar em franquias conhecidas, capazes de movimentar bilheteria, produtos, streaming e parques temáticos.
Mesmo depois de quatro filmes principais e um derivado, Toy Story ainda parece ter força para mobilizar diferentes gerações.
Nostalgia ainda pesa na bilheteria
O desempenho esperado de Toy Story 5 mostra como a nostalgia segue sendo uma força poderosa em Hollywood. A franquia não fala apenas com as crianças de hoje, mas também com adultos que cresceram com Woody e Buzz e agora voltam ao cinema por memória afetiva ou em família.
Esse sempre foi um dos grandes trunfos da Pixar. Toy Story nunca foi apenas sobre brinquedos. A franquia também fala sobre passagem do tempo, amizade, medo de ser deixado para trás e dificuldade de aceitar mudanças.
Se o quinto filme conseguir equilibrar esse lado emocional com uma nova ameaça ligada à tecnologia, a estreia recorde pode ser apenas o começo de uma bilheteria ainda maior nas semanas seguintes.
Fonte: Variety



