
Michael alcançou US$ 978,6 milhões nas bilheterias e se tornou a cinebiografia de maior arrecadação da história. O filme sobre Michael Jackson ultrapassou Oppenheimer, de Christopher Nolan, que encerrou sua passagem pelos cinemas com US$ 975,8 milhões.
Antes de ultrapassar Oppenheimer, Michael já havia se tornado a maior bilheteria da história da Lionsgate, reforçando o tamanho da trajetória do filme nos cinemas.
A diferença entre as duas produções é pequena, de cerca de US$ 2,8 milhões, mas suficiente para colocar o longa dirigido por Antoine Fuqua em um lugar raro no cinema. Além de liderar entre as cinebiografias musicais, Michael agora ocupa o primeiro lugar entre filmes do gênero como um todo.
Michael deixa Oppenheimer para trás
Lançado em 2023, Oppenheimer se tornou um dos maiores fenômenos recentes de Hollywood ao transformar a história de J. Robert Oppenheimer em um sucesso de crítica, premiações e público.
Agora, Michael supera a marca do filme de Nolan e assume o recorde entre cinebiografias. É um resultado ainda mais expressivo por se tratar de uma produção centrada em um artista musical, gênero que normalmente não alcança números próximos aos de grandes franquias, filmes de super-heróis ou animações.
O longa acompanha cerca de duas décadas da vida de Michael Jackson, desde os primeiros anos com o Jackson 5 até a ascensão do cantor como um dos maiores nomes da música pop.
Filme amplia distância para Bohemian Rhapsody
O novo recorde vem poucas semanas depois de Michael ultrapassar Bohemian Rhapsody como a cinebiografia musical de maior bilheteria da história.
O filme estrelado por Rami Malek como Freddie Mercury encerrou sua trajetória com US$ 911 milhões. Desde então, Michael continuou crescendo e abriu uma diferença de mais de US$ 67 milhões sobre a produção do Queen.
As duas obras ainda têm uma ligação nos bastidores: Graham King, produtor de Michael, também esteve envolvido em Bohemian Rhapsody.
O público internacional foi decisivo
A força de Michael fora dos Estados Unidos e Canadá explica boa parte de sua trajetória. As bilheterias internacionais representam 62,1% do valor arrecadado até agora, mostrando que o filme encontrou público muito além do mercado norte-americano.
Esse alcance combina com o tamanho da figura retratada. Michael Jackson foi um artista de impacto mundial, com músicas, videoclipes e apresentações que atravessaram gerações e mercados diferentes. O filme transformou essa memória coletiva em um evento de cinema para fãs antigos e para um público que conheceu sua obra depois.
Sucesso de público mesmo com recepção dividida
A crítica recebeu Michael de forma dividida. Parte das avaliações elogiou a interpretação de Jaafar Jackson, sobrinho do cantor, mas apontou uma abordagem mais suavizada e convencional da história.
Nas bilheterias, porém, a resposta foi outra. A recriação de momentos marcantes da carreira, o peso das músicas e a curiosidade em torno da trajetória de Michael Jackson ajudaram a levar o filme a um patamar que poucas cinebiografias já alcançaram.
Mais do que superar um recorde específico, Michael mostra que a história do artista ainda tem força para mobilizar plateias no mundo inteiro. O debate sobre o filme pode continuar, mas seu impacto comercial já entrou para a história.
Fonte: Billboard



